Sunday, November 07, 2004

A existência do mal

No último texto falei sobre a minha incredulidade sobre a realidade, mas agora quero mostrar um texto que li em um jornal, que trata da existência, ou não do mal e da criação do mundo por Deus:

Questão teológica sobre a existência do mal
Um professor ateu desafiou seus alunos com a seguinte pergunta:
- Deus fez tudo que existe?
Um estudante respondeu corajosamente:
- Sim, fez!
- Deus fez tudo mesmo?
- Sim, professor - respondeu o jovem.
O professor replicou:
- Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal.
O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a fé era um mito. Outro estudante levantou sua mão e disse:
- Posso lhe fazer uma pergunta, professor?
Sem dúvida, respondeu-lhe o professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
- Professor, o frio existe?
- Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu:
Na verdade, professor, o frio não existe. Segundo as leis da física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia. O zero absoluto nada mais é que a ausência total e absoluta de calor, nesta situação todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas efetivamente o frio não existe, apenas criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.
- E a escuridão, existe? - continuou o estudante.
O professor respondeu:
- Mas é claro que sim.
O estudante respondeu:
- Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas várias cores de que se compõem, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro está um local do espaço? Apenas com a quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.
Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor:
- Diga, professor, o mal existe?
Ele respondeu:
- Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.
Então o estudante novamente explicou:
- O mal não existe, professor. O mal é simplesmente a ausência de Deus.
É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para a ausência de Deus. Deus não criou o mal.
Não é como a fé ou o amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus e amor presente em seus corações.
É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz.

Texto retirado do Jornal Juventude Vicentina e que foi primeiro enviado ao jornal por Júlio César

Tuesday, November 02, 2004

incredulidade sobre a realidade

Vivemos no planeta Terra, não é segredo para ninguém. É um planeta que não está muito próximo nem muito longe do nosso sol, é claro que ficamos um pouco mais perto do sol do que longe em relação a outros planetas do sistema solar, mas estamos mais ou menos no meio do sistema solar. Aliás esta é uma conclusão interessante: somos um planeta medíocre, vivemos mais ou menos no meio dos outros países do sistema solar, nosso tamanho é médio, até nosso sol é médio.
Mas é claro que somos muitíssimo mais importantes do que planetas imensos como Júpiter e Saturno, diria até que somos muito mais importantes do que o sol, tudo isso porque estamos vivos e cientes de nossa condição no universo, voltando aliás ao caso de sermos mais importantes do que o sol, com certeza não viveríamos sem o nosso sol, mas se não existíssemos, de que serviria o sol, ficaria lá apenas transformando hidrogênio em hélio e produzindo uma quantidade estrondosa de energia. É a concretização do que disse René Descartes: “Penso, logo existo / existo, logo penso / logo, penso que existo”; na verdade é até mesmo uma ampliação deste conceito, que na minha opinião então deveria ser mudado para: “Pensamos, logo tudo existe / então podemos existir, logo pensamos / logo pensamos que tudo existe”.
Talvez o universo esteja em nós, em nosso pensamento, vemos a cor azul porque nossos olhos possuem células capazes de reconhecer uma pequena diferença na freqüência do azul para a freqüência das outras cores, então os olhos passam essa informação sobre a diferença de freqüência para o cérebro que identifica essa freqüência como uma freqüência que aprendemos a chamar de azul, ou seja, dizemos que algo é azul, porque alguém algum dia viu que era útil dizer que aquilo era azul, ou indo mais fundo ainda, chamamos de azul, porque alguém disse que a diferença entre as freqüências deveriam ser identificadas e separadas por cores, sendo considerada essa cor uma característica dos objetos. Mas essa cor pode ser, ou até é, uma mentira, lembre-se, este azul não existe por si mesmo, é necessária nossa presença para dizermos que isso ou aquilo é azul. Sem nós ele não é nada, é, se a luz for real, e as freqüências reais, apenas algo que reflete uma determinada freqüência. Mas a prova de que a luz é real está nos nossos próprios olhos, ora, se temos olhos para captar a luz, é sinal de que há luz.
Mas mudando um pouco de rumo no caminho da “incredulidade sobre a realidade”, poderia citar o exemplo do filme Matrix, que aliás é baseado em uma história contada por Platão: a história de Platão falava de um povo que nascia crescia e morria em uma caverna escura acorrentados à parede, esse povo, assim como os internos de Matrix, não tinham consciência de que havia outro mundo, não conheciam nada além da caverna, e portanto não se revoltavam, ou tentavm fazer alguma coisa. Tanto Matrix quanto a história da caverna são interessantes por serem parecidas com os postulados Euclidianos, os postulados são verdades inexoráveis mas impossíveis de serem provadas de fato, o que também acontece em Matrix, como provaríamos que estamos ou não em Matrix? Mas também pode ser perguntado o seguinte: qual o problema com Matrix? A Matrix não nos machucaria, ou faria mal. Talvez digam que estaríamos abdicando da liberdade, mas que liberdade? Ter liberdade é poder fazer o que quiser, ou melhor, Não ter ninguém nos impedindo de fazer nada do que queremos, e se não queremos nada diferente da verdade que vivemos, (apesar de não conhecermos outra verdade) somos livres. Mas apesar de tudo isso, é preciso concordar que há a impossibilidade de escolha, e aí a liberdade fica comprometida. no final a única conclusão a que posso chegar é que a liberdade é assim como todo o resto relativa, afinal de contas imagine que alguém conseguisse libertar os habitantes da caverna ou destruisse a matrix, todos ficariam sabendo que a matrix e a caverna eram prisões, mas aí também talvez a liberdade de quem gostava de não saber sobre a matrix ou caverna seria atingida.