incredulidade sobre a realidade
Vivemos no planeta Terra, não é segredo para ninguém. É um planeta que não está muito próximo nem muito longe do nosso sol, é claro que ficamos um pouco mais perto do sol do que longe em relação a outros planetas do sistema solar, mas estamos mais ou menos no meio do sistema solar. Aliás esta é uma conclusão interessante: somos um planeta medíocre, vivemos mais ou menos no meio dos outros países do sistema solar, nosso tamanho é médio, até nosso sol é médio.
Mas é claro que somos muitíssimo mais importantes do que planetas imensos como Júpiter e Saturno, diria até que somos muito mais importantes do que o sol, tudo isso porque estamos vivos e cientes de nossa condição no universo, voltando aliás ao caso de sermos mais importantes do que o sol, com certeza não viveríamos sem o nosso sol, mas se não existíssemos, de que serviria o sol, ficaria lá apenas transformando hidrogênio em hélio e produzindo uma quantidade estrondosa de energia. É a concretização do que disse René Descartes: “Penso, logo existo / existo, logo penso / logo, penso que existo”; na verdade é até mesmo uma ampliação deste conceito, que na minha opinião então deveria ser mudado para: “Pensamos, logo tudo existe / então podemos existir, logo pensamos / logo pensamos que tudo existe”.
Talvez o universo esteja em nós, em nosso pensamento, vemos a cor azul porque nossos olhos possuem células capazes de reconhecer uma pequena diferença na freqüência do azul para a freqüência das outras cores, então os olhos passam essa informação sobre a diferença de freqüência para o cérebro que identifica essa freqüência como uma freqüência que aprendemos a chamar de azul, ou seja, dizemos que algo é azul, porque alguém algum dia viu que era útil dizer que aquilo era azul, ou indo mais fundo ainda, chamamos de azul, porque alguém disse que a diferença entre as freqüências deveriam ser identificadas e separadas por cores, sendo considerada essa cor uma característica dos objetos. Mas essa cor pode ser, ou até é, uma mentira, lembre-se, este azul não existe por si mesmo, é necessária nossa presença para dizermos que isso ou aquilo é azul. Sem nós ele não é nada, é, se a luz for real, e as freqüências reais, apenas algo que reflete uma determinada freqüência. Mas a prova de que a luz é real está nos nossos próprios olhos, ora, se temos olhos para captar a luz, é sinal de que há luz.
Mas mudando um pouco de rumo no caminho da “incredulidade sobre a realidade”, poderia citar o exemplo do filme Matrix, que aliás é baseado em uma história contada por Platão: a história de Platão falava de um povo que nascia crescia e morria em uma caverna escura acorrentados à parede, esse povo, assim como os internos de Matrix, não tinham consciência de que havia outro mundo, não conheciam nada além da caverna, e portanto não se revoltavam, ou tentavm fazer alguma coisa. Tanto Matrix quanto a história da caverna são interessantes por serem parecidas com os postulados Euclidianos, os postulados são verdades inexoráveis mas impossíveis de serem provadas de fato, o que também acontece em Matrix, como provaríamos que estamos ou não em Matrix? Mas também pode ser perguntado o seguinte: qual o problema com Matrix? A Matrix não nos machucaria, ou faria mal. Talvez digam que estaríamos abdicando da liberdade, mas que liberdade? Ter liberdade é poder fazer o que quiser, ou melhor, Não ter ninguém nos impedindo de fazer nada do que queremos, e se não queremos nada diferente da verdade que vivemos, (apesar de não conhecermos outra verdade) somos livres. Mas apesar de tudo isso, é preciso concordar que há a impossibilidade de escolha, e aí a liberdade fica comprometida. no final a única conclusão a que posso chegar é que a liberdade é assim como todo o resto relativa, afinal de contas imagine que alguém conseguisse libertar os habitantes da caverna ou destruisse a matrix, todos ficariam sabendo que a matrix e a caverna eram prisões, mas aí também talvez a liberdade de quem gostava de não saber sobre a matrix ou caverna seria atingida.

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