Sunday, May 08, 2005

Auto-Retrato

O que sou eu? Nada. Na verdade eu sou sim alguma coisa, eu sou uma cópia, uma cópia das coisas que vi e senti. O que quero dizer é que só somos o que somos por que aprendemos a ser assim através de nossas experiências de vida. Arrisco-me a expandir mais o meu ponto de vista, me arrisco a dizer que tudo o que fazemos nada mais é do que ações que praticamos a partir do que experimentamos, o próprio ato de eu escrever isto agora não é uma ação minha, mas algo que faço porque foi assim que aprendi que se deve fazer, eu só escrevo agora porque vivo em um mundo onde posso expor minhas idéias, e também porque aprendi que devo me perguntar porque as coisas são do jeito que são. Logo se chega à conclusão de que não escrevo porque quero realmente, mas porque foi assim que eu aprendi.

Pode parecer meio assustador, mas na verdade o que quero dizer é que não há vontade própria, porque até mesmo o ato de querer ter vontade própria é algo que te foi ensinado, só para dar um exemplo mais banal, as pessoas que usam piercings e tatuagens sempre dizem que o fazem para se diferenciar, mostrar que tem atitude, mas o próprio ato de botar um piercing é uma coisa que lhe foi ensinada, por exemplo, pelos hippies, com seu ideal de rebeldia. Mas também quero dizer que os hippies não foram os primeiros a serem rebeldes, isto com certeza também lhes foi ensinado em algum movimento da vida. Somos todos portanto apenas uma imagem da sociedade que conhecemos.

Mas é exatamente essa diferença sobre qual sociedade que conhecemos, qual porção de sociedade que ocasiona as pequenas diferenças que ocorrem de uma pessoa para outra, ora, cada um cresceu e teve experiências de vida diferentes, logo cada um é um pouco diferente quando se compara uma ou outra característica em particular. Mas é também interessante se notar que há características que nos são comum em quase todo mundo, como é o caso da existência de rebeldia nos jovens, da bondade, da maldade, etc.

Outro fato interessante a se notar é que sociedade, portanto não evolui, apenas se copia em cada indivíduo, e se diversifica em um ou outro ponto por acaso. Logo a nossa sociedade é cópia da anterior, que é cópia da anterior, e assim por diante. Logo surge a pergunta de onde isso acaba, e a resposta é lógica, isso tudo acaba no primeiro indivíduo humano que existiu, mas é necessário frisar que esse indivíduo não era dotado de vontade própria de verdade, ele foi apenas um reflexo uma cópia das experiências de vida ocasionadas pelo ambiente em que ele viveu.

Portanto, se eu fosse um pintor, o meu auto-retrato não seria eu mesmo, mas a minha sociedade, ou melhor, acabaria sendo o meio-ambiente em que viveu meu ancestral, mas esse meio ambiente só existiu, segundo a teoria da evolução porque a vida em algum momento surgiu e foi se aperfeiçoando, mas essa vida surgiu da matéria inanimada, que voltando bem lá atrás surgiu do Big Bang, e alguns cientistas afirmam inclusive que a matéria do Big Bang surgiu simplesmente do nada. Assim, eu acabo explicando o que sou: uma cópia do nada.

Saturday, April 09, 2005

Desculpas

Quero me desculpar pelo tempo que passei sem atualizar o blog, e dizer que tentarei não fazê-lo novamente. (Como se alguém acessasse o blog, hahahahaha!!!!!!!!!!)

Sunday, November 07, 2004

A existência do mal

No último texto falei sobre a minha incredulidade sobre a realidade, mas agora quero mostrar um texto que li em um jornal, que trata da existência, ou não do mal e da criação do mundo por Deus:

Questão teológica sobre a existência do mal
Um professor ateu desafiou seus alunos com a seguinte pergunta:
- Deus fez tudo que existe?
Um estudante respondeu corajosamente:
- Sim, fez!
- Deus fez tudo mesmo?
- Sim, professor - respondeu o jovem.
O professor replicou:
- Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal.
O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a fé era um mito. Outro estudante levantou sua mão e disse:
- Posso lhe fazer uma pergunta, professor?
Sem dúvida, respondeu-lhe o professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
- Professor, o frio existe?
- Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu:
Na verdade, professor, o frio não existe. Segundo as leis da física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia. O zero absoluto nada mais é que a ausência total e absoluta de calor, nesta situação todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas efetivamente o frio não existe, apenas criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.
- E a escuridão, existe? - continuou o estudante.
O professor respondeu:
- Mas é claro que sim.
O estudante respondeu:
- Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas várias cores de que se compõem, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro está um local do espaço? Apenas com a quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.
Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor:
- Diga, professor, o mal existe?
Ele respondeu:
- Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.
Então o estudante novamente explicou:
- O mal não existe, professor. O mal é simplesmente a ausência de Deus.
É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para a ausência de Deus. Deus não criou o mal.
Não é como a fé ou o amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus e amor presente em seus corações.
É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz.

Texto retirado do Jornal Juventude Vicentina e que foi primeiro enviado ao jornal por Júlio César

Tuesday, November 02, 2004

incredulidade sobre a realidade

Vivemos no planeta Terra, não é segredo para ninguém. É um planeta que não está muito próximo nem muito longe do nosso sol, é claro que ficamos um pouco mais perto do sol do que longe em relação a outros planetas do sistema solar, mas estamos mais ou menos no meio do sistema solar. Aliás esta é uma conclusão interessante: somos um planeta medíocre, vivemos mais ou menos no meio dos outros países do sistema solar, nosso tamanho é médio, até nosso sol é médio.
Mas é claro que somos muitíssimo mais importantes do que planetas imensos como Júpiter e Saturno, diria até que somos muito mais importantes do que o sol, tudo isso porque estamos vivos e cientes de nossa condição no universo, voltando aliás ao caso de sermos mais importantes do que o sol, com certeza não viveríamos sem o nosso sol, mas se não existíssemos, de que serviria o sol, ficaria lá apenas transformando hidrogênio em hélio e produzindo uma quantidade estrondosa de energia. É a concretização do que disse René Descartes: “Penso, logo existo / existo, logo penso / logo, penso que existo”; na verdade é até mesmo uma ampliação deste conceito, que na minha opinião então deveria ser mudado para: “Pensamos, logo tudo existe / então podemos existir, logo pensamos / logo pensamos que tudo existe”.
Talvez o universo esteja em nós, em nosso pensamento, vemos a cor azul porque nossos olhos possuem células capazes de reconhecer uma pequena diferença na freqüência do azul para a freqüência das outras cores, então os olhos passam essa informação sobre a diferença de freqüência para o cérebro que identifica essa freqüência como uma freqüência que aprendemos a chamar de azul, ou seja, dizemos que algo é azul, porque alguém algum dia viu que era útil dizer que aquilo era azul, ou indo mais fundo ainda, chamamos de azul, porque alguém disse que a diferença entre as freqüências deveriam ser identificadas e separadas por cores, sendo considerada essa cor uma característica dos objetos. Mas essa cor pode ser, ou até é, uma mentira, lembre-se, este azul não existe por si mesmo, é necessária nossa presença para dizermos que isso ou aquilo é azul. Sem nós ele não é nada, é, se a luz for real, e as freqüências reais, apenas algo que reflete uma determinada freqüência. Mas a prova de que a luz é real está nos nossos próprios olhos, ora, se temos olhos para captar a luz, é sinal de que há luz.
Mas mudando um pouco de rumo no caminho da “incredulidade sobre a realidade”, poderia citar o exemplo do filme Matrix, que aliás é baseado em uma história contada por Platão: a história de Platão falava de um povo que nascia crescia e morria em uma caverna escura acorrentados à parede, esse povo, assim como os internos de Matrix, não tinham consciência de que havia outro mundo, não conheciam nada além da caverna, e portanto não se revoltavam, ou tentavm fazer alguma coisa. Tanto Matrix quanto a história da caverna são interessantes por serem parecidas com os postulados Euclidianos, os postulados são verdades inexoráveis mas impossíveis de serem provadas de fato, o que também acontece em Matrix, como provaríamos que estamos ou não em Matrix? Mas também pode ser perguntado o seguinte: qual o problema com Matrix? A Matrix não nos machucaria, ou faria mal. Talvez digam que estaríamos abdicando da liberdade, mas que liberdade? Ter liberdade é poder fazer o que quiser, ou melhor, Não ter ninguém nos impedindo de fazer nada do que queremos, e se não queremos nada diferente da verdade que vivemos, (apesar de não conhecermos outra verdade) somos livres. Mas apesar de tudo isso, é preciso concordar que há a impossibilidade de escolha, e aí a liberdade fica comprometida. no final a única conclusão a que posso chegar é que a liberdade é assim como todo o resto relativa, afinal de contas imagine que alguém conseguisse libertar os habitantes da caverna ou destruisse a matrix, todos ficariam sabendo que a matrix e a caverna eram prisões, mas aí também talvez a liberdade de quem gostava de não saber sobre a matrix ou caverna seria atingida.

Saturday, October 30, 2004

me apresentando

Moisés começou sua autobiografia pelo nascimento, Brás cubas, de Machado de Assis começou pela morte, eu ainda não morri e nem isso é uma autobiografia, é um blog, e portanto eu não vou nem começar a contar sobre mim, por hora direi apenas meu nome: Felipe Buzatti Nascimento, sou brasileiro, mineiro, belo-horizontino e moro em Barbacena. Quanto aos meus credos sou católico.
Quanto ao blog pretendo expor minhas idéias, meus pontos de vista, etc. Aliás vale dizer que há um tempo atrás eu não gostava de blogs, não gostava da idéia de diários eletrônicos, mas aí reparei que era a forma mais pura de se divulgar a informação na internet, pois os outros tipos de site apenas copiam a informação de outro lugar.
Eu pensei em traduzir mais ou menos para o inglês as coisas que escrevo aqui, mas pensando bem, acho melhor não, afinal de contas botar nosso idioma em segundo plano é renunciar a uma das poucas coisas que temos. Mas deixo bem claro que na maioria das vezes não sou contra a cultura estrangeira, pois não acho que deve haver nenhuma barreira para a cultura.